Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
O Som das Letras nasceu para partilhar a minha grande paixão pelos livros. Apesar de já se ter tornado um blog para reflexões pessoais, o fundamento da sua existência é o gosto pela literatura.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
"Chamo-me Eva luna, que quer dizer vida (...) Nasci no quarto dos fundos de uma casa sombria e cresci entre móveis antigos, livros em latim e múmias humanas, mas isso não me tornou melancólica, porque vim ao mundo com um sopro de selva na memória."
in, Eva Luna, pp. 9; 22.ª edição DIFEL
Desde que li a obra Paula, de Isabel Allende, que a escritora chilena se tornou uma das minhas escritoras preferidas.
O meu maior orgulho é ter praticamente todas as suas obras, aguardando, com ansiedade, o lançamento de mais uma nova obra.
A literatura de Isabel Allende tem algo de fantástico que nos faz sonhar e caminhar lado-a-lado com as suas personagens. O seu poder de descrição é maravilhoso.
Isabel Allende dispensa apresentações. Tem o seu nome em muitas bibliotecas pessoais e é querida por muitos leitores em todo o mundo.
Deixo apenas uma pequena citação que mostra como é bom escrever e como as palavras aparecem numa folha branca (no nosso tempo, no ecrã de um computador) com tanta facilidade, sem pensar, apenas escrever.
"Acordei de madrugada. Era uma quarta-feirta suave e um pouco chuvosa, em nada diferente de outras na minha vida, mas esta guardo como dia úncio, reservado só para mim. (...) Preparei um café forte, sentei-me em frente da máquina, peguei numa folha de papel limpa e branca, como um lençol recém-engomado para fazer amor e introduzi-a no carreto. Senti qualquer coisa de estranho, como um arrepio agradável pelos ossos, pelo caminho das veias sob a pele. Suspeitei que aquela página estava à minha espera desde há anos, que eu tinha vivido para aquele instante e desejei que a partir daquele momento o meu úncio mester fosse agarrar as histórias suspensas no mais ténue ar, para as fazer minhas. Escrevi o meu nome e me seguida as palavras surgiram sem esforço, uma coisa entrelaçada noutra e em mais outra. As personagens desprenderam-se das sombras onde tinham permanecido ocultas durabte anos e apareceram à luz dessa quarta-feira, cada uma com o seu rosto próprio, voz, paixões e obsessões.
(...)
Ninguém me interrompeu e passei quase todo o dia a escrever, tão absorta que até me esqueci de comer. Às quatro horas da tarde vi surgir em frente dos meu olhos uma chávena de chocolate-- Toma, trago-te uma coisa quente..."
in, Eva Luna, pp. 262-263; 22.ª edição DIFEL
Sou um antigo amigo da carol o picoence perdi o co...
Olá.É verdade. Os Açores são de uma magia única. S...
É realmente fabuloso..só quem nunca esteve nas mág...
http://numadeletra.com/36007.html
ADOREI O LIVROOOOOO !